sexta-feira, 7 de agosto de 2009

SUSPIRO DO EXILADO


Venham gorgear onde resvalo
Ó belas aves de acolá;
Não posso ouvir o Sabiá
Deste chão de onde falo.

Choro longe das belas florestas
Que encontro eu lá;
Meu suspiro é o que me resta
Nesta terra seca cá.

Sofro saudades do ar,
Belas palmeiras d'outra terra,
Lindos bosques,bela serra,
Os amores d'alto mar.

Fico cego de amores
Quedo louco em pensar;
Não suporto mais as dores
De sofrer-e perecer-sem Sabiá.

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